Ele: Você disse que não estava estressada, (sorriu) ou estava mentindo?
Ela: Ah, não. Desisto de falar com você!
Ele: Ciumenta, irônica, estressada, sem paciência, o que mais falta?
Ela: Muita coisa.
Ele: É?
Ela: Parece que não sabe muito sobre mim.
Ele: Certo.
(...)
Ele: Ciumenta, irônica, estressada, sem paciência, carinhosa, tímida, linda, companheira, amiga, chorona, tem um sorriso perfeito, especial, odeia que a chamem pelo nome inteiro, viciada em eletrônicos, ama andar de bicicleta, e...
Ela: Não precisa continuar, parece que sabe bem mais do que parece.
Ele: É minha obrigação! Quem iria te fazer dormir todos os dias mexendo no seu cabelo? Ou então carregar a sua mochila de volta pra casa, pois é muito velha?
Ela: (sorri) Velha? Ok, mas chorona? Não mesmo.
Ele: Não, eu que sou!
Ela: Olha quem está sendo irônico agora!
Ele: (riu) Estava te imitando.
Ela: Agora você me imita?
Ele: Uhun.
Ela: "Ai, olha para mim! Eu imito as pessoas e blá blá blá!"
Ele: Eu não falo assim!
Ela: Fala sim!
Ele: "Olhem para mim! Falo que não sou chorona, mas toda noite ligo chorando para meu namorado!"
Ela: Que mentira!
Ele: Sério mesmo?
Ela: Não todas as noites...
Ele: Hun.
Ela: "Olhem para mim! Falo que sou só dela, mas tenho amiguinhas(...) muitas amiguinhas..."
Ele: (...)
Ela: Não gosto do jeito que elas olham para você.
Ele: Ei, amor, eu só seu, tá bem? Só seu, de mais ninguém!
Se você beija, é puta. Se não beija, é encalhada. Se dá oi, tá dando mole. Se não dá oi, é sem educação. Se usa roupa preta, é emo. Se escuta sertanejo, é baranga. Se não escuta, é careta. Se fala a verdade, é grossa. Se não fala, é falsa. Assim não dá, né sociedade.